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terça-feira, 14 de junho de 2016

Király e sua calça da sorte


A maior Eurocopa da história continua a todo vapor com jogos de muita qualidade. Hoje será o último dia de estreias. Quatro das 24 seleções, todas do Grupo F, vão entrar em campo pela primeira vez para fechar a rodada inicial. A partida entre Áustria e Hungria, em Bordeaux, marca o confronto entre vizinhos com capitais separadas por apenas 250 quilômetros e acontece pela primeira vez nesta competição em 82 anos. A partida de número 137 entre as duas seleções tem um sabor diferenciado para o goleiro húngaro, Gábor Király. Ele vai se tornar o jogador mais velho a entrar em campo na história da Eurocopa. E algo a mais o acompanha durante essa longa trajetória futebolística. Quer saber? Vamos aos Detalhes do Futebol.

Gábor Király já vestiu a camisa da seleção húngara por mais de 100 vezes. Ele estreou pela equipe principal em março de 1998, em uma vitória sobre a Áustria. De lá pra cá, não largou mais a meta. Atualmente, Király é o símbolo da geração do futebol húngaro. É também, o primeiro quarentão a bater o recorde anterior pertencente ao alemão Mattheus, da edição de 2000 do torneio, quando tinha 39 anos e 91 dias. Király tem 40 anos e 75 dias
A famosa calça cinza
Com um jeitão de goleiro de pelada, calvo e com uma certa barriguinha, Király tem uma característica única nos dias atuais: a calça cinza. A vestimenta que o acompanha sempre. Desde a época que jogava vídeo game, a cor cinzenta estava presente em alguma parte do uniforme do desconhecido goleiro húngaro. “Eu sou um goleiro, não um modelo. É essencialmente uma questão de conforto. Eu jogo sobre a terra ou a grama, que costumam estar congeladas no inverno. Isso machuca as pernas quando você cai, então usar calças me parece óbvio. Eu sempre escolho tamanhos para facilitar o movimento. Tentei usar bermudas durante minhas passagens pela Alemanha e pela Inglaterra, mas não me agradou. O resultado final é mais importante que sua aparência”, afirmou ao tabloide Lo Journal Francophone. Ele também já disse que se trata de uma calça que afasta o azar. “Desde 1996 jogo com essa calça. Uma vez, em Szombathely, minha calça preta não estava lavada e precisei usar a cinza. Depois disso, ficamos oito ou nove jogos invictos e conseguimos evitar o rebaixamento. Desde então, ela tem sido o meu amuleto da sorte!”, confessa o arqueiro.
Carreira sólida
O goleiro nunca esteve entre os melhores do mundo. No entanto, possui uma carreira de respeito nas grandes ligas. Fez seu nome principalmente na meta do Hertha Berlim, da Alemanha, o qual defendeu por sete anos. Também teve passagens de destaque por Crystal Palace e Burnley. A partir de 2009, disputou a segunda divisão alemã pelo 1860 Munique.Em seguida, teve uma rápida passagem pelo Fulham, antes de voltar o Haladás, o clube onde surgiu para o futebol, ainda em 1993.
Király pode não ser nem mesmo o melhor goleiro húngaro da atualidade, com a sombra de Ádám Bogdán, reserva do Liverpool Entretanto, a experiência do veterano é importantíssima para o time.
Tempos mágicos se foram

O país está muito distante da época vitoriosa, o vice-mundial em 1954, ficou para história. Bons tempos que não voltam mais. A geração de 1980, que disputou três Copas do Mundo também deixa saudade. A verdade é que, desde o fim do regime comunista, o investimento estatal no futebol caiu vertiginosamente. Os húngaros se acostumaram a não contar mais com craques em sua seleção. No máximo, tem coadjuvantes em clubes medianos da Europa. Como Király


Com informações dos sites: Globo.com, Trivela.Uol,  e cronicadegoleiro.blogspot.com.br