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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Cafu, da persistência aos recordes

Falar dos detalhes do futebol e não citar Marcos Evangelista de Morais, o Cafu seria um erro. Esse persistente atleta teve trajetória memorável no mundo da bola e sem dúvida, está entre os cinco mais importantes jogadores que vestiram a amarelinha. Afinal, ele é único futebolista a disputar três finais de Copas consecutivas.

O início complicado
Cafu, como vários jogadores, veio de uma família humilde e origem simples, viveu no Jardim Irene, bairro de São Paulo, zona sul da capital paulista, com seus pais e irmãos. Marcos tinha o sonho de quase toda criança, ser um craque do mundo da bola. Porém, a caminhada dele em busca dessa aspiração não seria nada fácil. Antes de se consolidar como um dos maiores laterais da história do futebol mundial, ele foi dispensado em nove peneiras. Isso mesmo, você não leu errado, foram nove tentativas. Só no São Paulo foram quatro, além de outras na Portuguesa, no Corinthians, no Nacional de São Paulo e até no Atlético-MG. Depois de muita insistência, Cafu conseguiu passar no teste no tricolor paulista. Um detalhe que não podemos esquecer é o apoio familiar que ele teve, seu pai sempre o apoiava a tentar mais uma vez.
A homenagem a Cafuringa
Ganhou o apelido de Cafu por ter estilo de jogo parecido com o do velho ponta-direita que fez sucesso no Atlético Mineiro. "O Cafuringa”. Vale lembrar, Cafu também jogou como ponta no começo de carreira.
O sucesso no São Paulo de Telê Santana
Telê foi muito importante para o sucesso de Cafu. O treinador obrigava o lateral a melhorar os cruzamentos e até os arremates a gol. "O Telê era chato, no bom sentido. Sempre procurava corrigir as falhas. Foi muito importante, não só para mim", conta o lateral. Há quem diga que Telê Santana foi o melhor treinador do mundo.
Cafu tinha um “pulmão” invejável, o preparo físico sempre foi uma marca do atleta, além a velocidade acima da média. Foi polivalente, jogou na defesa, no meio e também no ataque. Títulos não faltaram ao promissor Cafu que já almejava uma vaga na Seleção Brasileira para a disputa da Copa do mundo dos Estados Unidos, em 1994. Em seis anos, Cafu conquistou um Campeonato Brasileiro (1991), três Paulistas (1989, 1991 e 1992), duas Libertadores e dois Mundiais (1992 e 1993). Na seleção, se sagrou campeão do mundo e chegou a substituiu o titular Jorginho, lesionado, na final da Copa.
Títulos e mais títulos
Depois da Copa dos Estados Unidos, Cafu valorizou mais e o Zaragoza, da Espanha, pagou US$ 3,6 milhões para levá-lo. Lá, o lateral faturou uma Recopa. Em seguida acabou comprado pela Parmalat.
Por motivos contratuais, passou um curto período no Juventude, de Caxias do Sul, e depois assinou com o Palmeiras, para faturar outro título, o paulista de 1996.
A partir de 1997, Cafu passou a defender a Roma, da Itália. Unanimidade na posição desde a Copa de 1998, o lateral permanece como o melhor lateral-direito do país, tanto pela carência de talentos por aquele setor como pelas suas qualidades.
Depois da Roma, onde conquistou um título italiano, Cafu foi contratado pelo Milan. No Rossonero, o veterano brasileiro obteve mais um "scudetto" da Série A, além de levar um título da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes em 2007. No ano seguinte, anunciou sua saída do clube.
Recordes que dificilmente serão quebrados
Cafu foi o jogador que mais  vezes vestiu a camisa da seleção brasileira em Copas do Mundo: 20 atuações. E também foi o que mais vestiu a camisa da seleção brasileira na história: 142 participações. Cafu também foi o único a disputar três finais de Copa do Mundo consecutivas. E Quem sabe, se a Seleção Brasileira estivesse mais focada em 2006, esse recorde poderia ser maior.